domingo, junho 28

Vinho a dois


Passos dançam em parceira enunciando um longo e envolvente suspirar do continuar a contar. A foto em mãos dadas no campo e todo lirismo elevam-se no constante amar-te em delírio. Bela paz dum olhar consolante e faz-nos despejar aos pés tudo que há em beijos para se ter mais perto, tal capturar do íntimo - o que é grandioso em enfermo do amor. Imagem de uma beleza impressionante. Cena íntima no cativar diário duma composição amando a partir de uma entrega jorrando sangue do outrora no atual. Singelo e impactante ato que marca desequilibrando qualquer estrutura fundamentada no superficial. Olhos fechados transformando o expectador pelo resgate da chave. Cena sida solitária, mas de profunda comunicação com o ser na conquista. Bastando para trazer a obra peculiar para mais perto, para dentro. O contorno do incomum por germinante no pensamento. Pintar e guardar do sorriso para nunca mais o esquecimento. Do ficar deitada lado a lado e eternizar o momento. O vestir da camisa que é o jardim do encontrar-te e fica com a fragrância entranhado no âmago. Viver ao lado mais um amanhecer. Do tocar de mãos e lábios declamante no letral, mas também no pensamento silencioso e do sentimento na respiração. Toque infinito e suave como uma pétala aveludada, belo como cada raio de sol que entra pela janela ao acordar, no mais um toque simples. Beijo tranquilo do cheio de afeto quase infantil como o coração e olhar crédulo. Amor de dentro tão forte que faz ficar horas preso ao telefone próprio e único para o diálogo. O prazer de tocar as palavras que não foram desenhadas e nunca transmitidas.
Escute-nos ! No momento te tocamos com as mãos. Para contornar o teu rosto com os nossos dedos para nunca mais o esquecer. Mãos dadas entrelaçadas nas tuas e ficar horas a olhar-te ao infinito. O guardamos nos dedos. A fragrância dos seus cabelos naquela noite onde tudo existiu e faz atual existir. Guardamo-nos em seus ombros. O cheiro de essência que nos perseguiu e persegue atual pelas ruas. Na delicadeza de suas mãos trocaríamos mais noites de sono pelo espetáculo existente dentro dos seus olhos. Pois neles está guardado nosso bem mais precioso, a seiva doce que alimenta nossa sobrevivência. Enfim, guardamo-nos em seus olhos e, assim, ficar no perfeito de seus braços e não há maneiras de ti deixar. Queremos acordar todas as manhãs, artista da nossa escrita: na doçura do sempre rosto teu que opera o guardar. Já não queremos viver sem teu cuidar. A vida que emana de seu calor arde em esperança e de um viver além dos sonhos. Sim ! Queremos acordar e ver a obra de teu coração. Silêncio ainda é tempo de existir e fazer sorrir: ser espelho e ser amor !


[...]

Agradecemos sempre pelo vinho, mas nunca satisfeitos Regador !

2 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Estou aqui, no ler, novamente, este escrito que nasceu por parceria e com uma vontade de chorar no romance.
Confesso-te: a mim ! Não queria que o dia de hoje chegasse ao se findar. Então, peço-te de segunda à sexta um mar para refletir e assim, juntos 'Regador' seremos um. Choro a felicidade no tapete rumo a ti no ser espelho e ser amor.

Priscila Cáliga

E* Ma* disse...

Seu blog foi presenteado com o selo "ESTE BLOG ACERTA EM CHEIO",
parabéns,se desejar, passe por lá para pegar.

http://ema-ranhados.blogspot.com/2009/08/midiafire-um-selo-de-presente.html

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E*Ma*